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ONDE O PÚBIS


A mão que assina a pele é inimiga
do sonho.


Há muito desistiu da hora em que
a vontade
foge com o susto dos roedores.

A mão é  insistente,  agora, sem o
dicionário
que adula o nome e o desmonta.

Não tem berço  a  mão 
que  amiga
rege
o pacto   a pugna   o contratempo.

Por uma trégua, tira da água quem
se fez espelho.
E se dissera senhora concha nácar.

A mão que  assina quer
matar-se
como um rio
a dois segundos do mar.
Sexo
vermelho.

Sonho que à mão é dado
encarnar.

FLORESTA 


As palavras do cabeça de algodão
salvam as folhas secas.
Aí se deitam os de sangue frio, ela
pergunta.

Talvez. O cabeça de algodão não
a trouxe
para ser a árvore
ou os...

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Edimilson de Almeida Pereira
Edimilson de Almeida Pereira nasceu em Juiz de Fora (MG), em 1963. É professor na Universidade Federal de Juiz de Fora. Na área de antropologia social publicou, dentre outros, os livros Mundo encaixado: significação da cultura popular (1992) e Do presépio à balança: representações sociais da vida religiosa (1995). Sua obra poética foi reunida nos volumes Zeosório blues (2002), Lugares ares (2003), Casa da palavra (2003) e As coisas arcas (2003).  Seu livro mais recente, Homeless,  foi editado em 2010. O autor tem no prelo o livro Blue note: entrevista imaginada, a sair pela editora Nandyala, de Belo Horizonte.



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