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O Seminarista



2013-01-28

Amor e morte, as maiores obsessões do Romantismo, estão no âmago da composição de O seminarista (1872), romance do mineiro Bernardo Guimarães, também autor do famoso A escrava Isaura (1875). Junto com eles, os tiques nervosos da retórica literária da época, especialmente a metaforização repetitiva e o excesso de adjetivos, esbatem num todo prolixo as parcas qualidades da narrativa, que já é curta e poderia ter, pelos critérios do leitor atual, a metade das páginas.

O enredo gravita, como era comum na época, em torno do amor proibido. Também como em muitos romances românticos, tem desfecho mórbido. O que particulariza O...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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