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O cortiço



2012-09-10

A experiência como desenhista e dramaturgo muito contribuiu para a vivacidade com que Aluísio Azevedo narra O cortiço, ponto alto de sua obra e da própria ficção naturalista no Brasil . O romance, publicado em 1890, retrata como nenhum outro o processo que a ciência econômica chamou de “acumulação primitiva”.

É fácil resumir seu enredo: João Romão, um imigrante português, herda uma tasca nos arredores de Botafogo e, trabalhando como besta de carga, em poucos anos se transforma em respeitado capitalista. Desde o início, conta com a ajuda de Bertoleza, escrava de cujas economias se apossa sob o pretexto de comprar-lhe...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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