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Sociedade justa para quem, cara-pálida?



2016-08-02

Meio milênio após a primeira publicação da emblemática obra de Thomas More (1478-1535), a utopia continua a ser evocada por diversas gerações. Muito do que já se construiu em termos literários e filosóficos, a partir de sua análise e discussão, permanece como contribuição para novas reflexões. A celebração dos quinhentos anos desse livro fundamental não poderia deixar de lado a provocação do pensamento, tão cara a More. Tendo essa ideia como inspiração e aspiração, a Revista Pessoa provocou alguns nomes da literatura brasileira para problematizar o “lugar” da utopia no mundo contemporâneo. Eles aceitaram o desafio. Acompanharemos neste ano as discussões de escritores de norte a sul do País sobre essa questão.

Com a palavra, Alberto Mussa. Sua ficção abarca o conto e o romance, com destaque para o Compêndio Mítico do Rio de Janeiro, série de cinco novelas policiais, uma para cada século da história carioca. Recriou a mitologia dos antigos tupinambás; traduziu a poesia árabe pré-islâmica; e escreveu, com Luiz Antônio Simas, uma história do samba de enredo. Entre outras distinções, ganhou os prêmios Casa de Las Américas; Academia Brasileira de Letras; Oceanos; Machado de Assis, da Biblioteca Nacional; e APCA.


Revista Pessoa. Você acredita na utopia (de um modo geral) como possibilidade de melhora da sociedade, como alternativa ao instituído?

Alberto Mussa. Não. Não acredito na espécie humana. A humanidade é incapaz de produzir uma felicidade total, plena, da qual participem todos os indivíduos, sem exceção. Ao longo dos nossos duzentos mil anos de existência biológica, isso se tornou ainda mais evidente, e mais imponderável, quando se substituíram os modelos arcaicos de sociedade, o modo de vida selvagem ou primitivo, pela chamada “civilização”. A civilização...

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Paula Fábrio

Mestre e doutoranda em literatura pela USP, colabora em diversos veículos. Publicou Desnorteio (Patuá, 2012), romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria melhor livro autor estreante + 40 anos, e Um dia toparei comigo (Foz, 2015). Além de ministrar oficinas de escrita criativa, a autora trabalha no roteiro de seu primeiro longa-metragem. Na revista Pessoa, ela vai coordenar a seção Boca do Inferno, que pretende refletir, no aniversário de 500 do movimento, qual o seu lugar hoje.

 

 




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