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O Coruja



2017-05-01

É difícil reconhecer nessa obra malograda o autor de O cortiço

A que vem, lá pela metade do último terço da narrativa, aquela referência à luta de Branca contra a “bestialidade da carne”, luta aliás inexistente? Muitas perguntas desse tipo assaltarão o infeliz leitor de O coruja (1887), sério candidato a pior livro de Aluísio Azevedo. O romance se inicia com certa coesão narrativa, insinuando-se um estudo social à Balzac, mas logo desanda, descosido e incoerente, espantosamente ruim quando se lembra que, três anos depois, o mesmo autor publicaria nada menos que O cortiço, obra- prima da ficção brasileira.

Vamos ao enredo. André, infeliz órfão adotado por um padre, é enviado para um colégio interno no Rio de Janeiro; singularmente “desengraçado” e introvertido, recebe o apelido que dá título à obra. Quer o destino que à mesma escola chegue Teobaldo, antítese perfeita do Coruja – bonito, bem vestido, educado na Europa. Por razões bastante opostas, ambos são hostilizados pelos colegas. Tornam-se afinal amigos inseparáveis, indo morar juntos quando Teobaldo entra para a Faculdade de Medicina.

Mas este logo se revela o modelar estroina,...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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