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Ópera dos mortos

Foto de Benita



2017-05-18

Cena erótica é o ponto alto do romance de Autran Dourado

 

O estilo um tanto artificioso, a destoar de certas imperícias gramaticais, parece evidenciar dois fatos. Primeiro, que foi, à moda da retórica antiga, superposto a um enredo já existente, o interessante caso de sexo proibido que só poderia dar em tragédia; segundo, que Autran Dourado não convivia bem, à altura em que escreveu Ópera dos mortos (1967), com o fato de ser um escritor mineiro depois de Guimarães Rosa.

A história se passa em cidadezinha imaginária surgida em torno de uma igreja entre Ouro Preto e São Paulo, em algum ponto do Sul de Minas. No primeiro capítulo, intitulado “O sobrado”, o narrador meio riobaldiano apresenta ao ouvinte imaginário a casa onde morava Rosalina, filha única do coronel Honório Cota, um gentleman provinciano que buscara atenuar a memória de seu terrível pai, Lucas Procópio.

Aos poucos, num ritmo que acompanha as incursões do narrador, já promovido de habitante comum da cidade a ente capacitado para transcrever a consciência das personagens principais, vai-se compondo o cenário e nele vão...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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