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Joselia Aguiar, curadora da Flip 2017, fala sobre Lima Barreto



2017-07-10

A jornalista Joselia Aguiar, curadora da Flip, conta a Miguel Conde como foi organizar a décima-quinta edição do principal festival literário brasileiro, que será realizado de 26 a 30 de julho em Paraty e pela primeira vez terá mais mulheres do que homens entre seus autores convidados. A Flip homenageia este ano o escritor carioca Lima Barreto, e Josélia discute também como procurou explorar os desdobramentos atuais dos conflitos sociais discutidos nos livros do autor. Esta será a Flip com mais escritores negros desde que a festa foi criada, em 2003. Josélia diz que o esforço de compor um elenco de autores com perfil diferente do usual levantou suspeitas de que ela “pudesse estar exagerando um pouco”.

 

 

 

 

POLÍTICA E LITERATURA EM LIMA BARRETO.
Teve uma decisão muito importante que eu precisei tomar logo no início, que foi a seguinte. Eu queria falar do autor Lima Barreto, o homem que diz “a literatura ou me mata, ou me dá o que peço dela”. E pra isso eu precisava dosar muito a quantidade de mesas ou mesmo os debates em torno de questões como a racial. Porque eu queria que isso aparecesse, sem dúvida, mas eu não queria que ele fosse apenas um pretexto pra Flip tratar da questão. Acho que seria de alguma maneira não aproveitar a potencialidade do artista que ele era. O Lima Barreto está aqui porque é um escritor muito interessante, o Agripino Grieco diz que foi o primeiro grande criador de almas do romance brasileiro. 
 
PRESENÇA DAS MULHERES.
O que fiz foi controlar a quantidade de convites que eu enviava para homens e mulheres. As mulheres recusam mais e têm mais empecilhos...

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Miguel Conde e Diogo de Hollanda

Miguel Conde é jornalista e editor. Foi repórter e editor assistente do caderno “Prosa & Verso”, do jornal O Globo, onde assinou a coluna “Procura-se”, sobre livros fora de catálogo. Seus artigos, reportagens e entrevistas foram publicados em veículos nacionais e estrangeiros como os jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico, o site Literary Hub e as revistas Arcadia e Letterature d’America. Foi curador de duas edições da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), em 2012 e 2013, coordenador editorial da Rocco e pesquisador visitante na Brown University. É doutorando em Letras na PUC-Rio, curador de ficção do Garimpo Clube do Livro e coordenador da coleção "Marginália", de textos raros de grandes escritores, publicada pela editora Rocco.

 

Diogo de Hollanda é  jornalista, tradutor e doutor em Letras Neolatinas pela UFRJ. Foi professor de literatura hispano-americana da UFRJ e, desde 2017, é professor de jornalismo da PUC-SP. Trabalhou como repórter nos jornais Valor EconômicoO GloboGazeta Mercantil e Jornal do Commercio, além de ter feito colaborações para diversos outros veículos, como Folha de S. PauloReuters e rádio El espectador, do Uruguai. No mercado editorial, assinou a tradução de sete livros do espanhol e organizou as reedições de O cemitério dos vivos, de Lima Barreto, e Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, de Joaquim Manuel de Macedo, publicados pela Planeta do Brasil em 2004




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