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Pedra Bonita

Foto de Igor Ovasyannykov



2017-09-08

Livro que inicia o Ciclo do Cangaço é narrativa sem projeto e sem rumo

 

O fanatismo religioso, que desde Os sertões (1902) se tornou um tema medular na literatura de viés sociológico, poderia ser a grande força motriz de Pedra bonita (1938), com que José Lins do Rego parece ter pretendido iniciar um novo ciclo de romances, afinal encerrado por Cangaceiros (1953). Infelizmente, porém, a obra não conta com nenhuma força motriz significativa.

Pedra bonita é dividido em duas partes, “A vida do Açu” e a que dá título ao livro. Na primeira, o narrador apresenta essa cidadezinha pernambucana com sua vida miúda, os dias sempre iguais marcados pelas badaladas do sino da igreja, a cargo do coroinha Antônio Bento, que se anuncia o protagonista, uma vez que os principais fatos são apresentados ao leitor por meio do que esse rapaz pensa e sente. E Antônio Bento é afilhado do padre Amâncio, verdadeiro exemplo de dedicação ao sacerdócio. Ou seja, personagem idealizada à moda romântica.

Nada de muito importante ocorre na vila, e a narrativa é pontuada pela referência constante a uma tragédia ocorrida um século...

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Eloésio Paulo

Eloésio Paulo nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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