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A gente nunca sabe muito bem se é pra rir ou pra chorar

Imagem: do trabalho visual KM0



2017-09-28

Expor-se é também uma forma de aproximação do outro. E em tempos de proto-fascismo, em que os corpos se aproximam dos outros em forma de ataque, quão revolucionário pode ser aproximar-se do outro oferecendo-se nem como alvo nem como dardo, mas como igual, espelho?

 

1.
Eu demorei muito tempo pra conseguir escrever esse texto. Fiquei semanas me deixando cercar pelas coisas que Érica Zíngano emana quando se entra em contato com o trabalho dela – fiquei deixando reverberar, prestando atenção menos no trabalho em si, e mais naquilo que ele causa em mim. Pentelhei a coitada durante semanas – enviando perguntas por email, por zap, pedindo áudios, pedindo vídeos, pedindo fotos, pedindo inéditos, comenta isso, comenta aquilo.

A certo ponto me dei conta de que a compreensão do texto seria, pra mim, que não sou crítica, impossível. Não por achar que eu...

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Adelaide Ivánova

É jornalista, fotógrafa, poeta e tradutora brasileira, nascida em Recife em 1982. Lançou os livros autotomy (...) (São Paulo: Pingado-Prés, 2014), Polaróides (Recife: Cesárea, 2014) e O martelo (Lisboa: Douda Correira, 2016; Rio de Janeiro: Garupa, 2017). Vive e trabalha entre Colônia e Berlim, na Alemanha. Foto de Pedro Pinho.




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