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O Brasil solta o Frota interior

Foto de Marccelus Bragg. Fonte Wikipédia



2017-11-01

Como todo Ricky Martin que não sabe rebolar, o destino de Frota era ser esquecido. Assim foi evoluindo a onda entrópica da fama que embolou o boyzinho bocudo em papéis cada vez menores na Globo e, enfim, o arrastou para a ressaca das participações especiais no recém-criado Malhação. Lá pelo fim dos anos 1990, nos estertores da morte televisiva, nosso protagonista foi admitido ao CTI das novelas da Rede Record, onde chegou a emplacar papel de destaque na série Turma do Gueto, pérola do gênero tão-ruim-que-chega-a-ser-bom. Mesmo assim, no início do século 21, sua carreira artística parecia praticamente acabada. Havia esticado seus quinze minutos de fama para quinze anos. Podia se aposentar na certeza que seu lugar estava garantido em qualquer quiz sobre os anos 1980 e 1990, na categoria ‘relembre os famosos esquecidos pela mídia’. Aí, aconteceu o inesperado.

 

Confesso que cheguei a nutrir uma admiração atravessada pelo Alexandre Frota. Antes que me apedrejem, apresso-me em qualificar a afirmação. Somos da mesma geração e da mesma cidade. Por desistência, venho acompanhando sua trajetória desde que ele emergiu para a sub-celebridade em meados da década de 1980. Para quem não tem idade para lembrar do Brasil daquela época, cabe esclarecer que a paisagem televisiva era dominada por Chacrinha aos sábados e Silvio Santos aos domingos. Xou da Xuxa, Sessão da Tarde e Cid Moreira no Jornal Nacional. No horário nobre, a Rede Manchete desafiava a liderança da Globo nas...

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Rafael Cardoso

É escritor e historiador da arte, PhD pelo Courtaud Institute of Art (Londres). É autor de numerosos livros sobre história da arte e do design brasileiros e também quatro livros de ficção, assim como roteiros de cinema e tevê. Colabora com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Instituto de Artes) e a Freie Universität Berlin (Lateinamerika Institut) como pesquisador associado. Atua ainda como curador independente. Fotografado por Patricia Breves.

 




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