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Apagão

Foto: Vicente de Mello



2017-12-25

 

Esse será o ano em que artistas e curadores de exposições artísticas tiveram de ir a uma comissão parlamentar em Brasília explicar a senadores o que é arte, o que é um museu, o que é uma exposição, o que é uma performance. Assisti pela televisão ao depoimento do curador Gaudêncio Fidélis, que organizou queermuseum. A presença de Gaudêncio em ambiente tão inóspito e intelectualmente desertificado se tornou uma aula maravilhosa e elegante, a qual os senadores não mereciam. Seu video deveria ser exibido a quem quer aprender, tanto sobre arte quanto sobre resistência, oratória, e, ainda, sobre a mentalidade média que ocupa o espaço do Senado. O video deveria ser exibido em algum momento do dia em todas as escolas brasileiras, públicas e privadas.

 

Quando Mirna Queiroz, a editora da revista Pessoa, me enviou um email sugerindo que a coluna de dezembro dialogasse com tudo o que passamos neste duríssimo 2017, fiquei paralisado. O ano, afinal, se apresentou com uma variedade imensa de garras afiadas, cínicas e sonsas, que sobrevoaram nossas cabeças na rua, entraram pela janela da sala, envenenaram o elevador do trabalho, deram início a um dia ruim na tela do celular pela manhã, e nos deixaram mudos e ensimesmados na mesa do jantar agarrados à alça da jarra de suco como se finalmente presos a uma bem-vinda certeza qualquer. De que maneira dar uma resposta a isso que nos deixa em situação tão frágil e aparentemente sem alcance?

Esse será o ano em que artistas e curadores de exposições artísticas tiveram de ir a uma comissão parlamentar em Brasília explicar a senadores o que é arte, o que é um museu, o que é uma exposição, o que é uma performance. Assisti...

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Leonardo Villa-Forte

É escritor, artista, pesquisador e professor, nascido no Rio de Janeiro em 1985. Lançou os livros O princípio de ver histórias em todo lugar (romance, Oito e meio, 2015), O explicador (contos, Oito e meio, 2014) e Agenda (conto, Megamíni/7Letras, 2015). Criou a intervenção urbana-literária Paginário, presente em diversas cidades brasileiras, e o projeto MixLit - O DJ da Literatura. Mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-RJ e graduado em Psicologia pela UFRJ, colaborou com publicações como a revista Serrote, o Blog do IMS e a revista Grampo canoa, entre outros.




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