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Reduzindo palavras, formando a língua

Foto: Oscar Sutton



2018-01-06

 

Se a tese for de uma ala mais conservadora, gramaticófila, vai dizer do absurdo que isso é e de como isso representa o assassinato da língua portuguesa. Se a tese for dos linguistas menos passionais, é possível encontrar análises mais descritivas e uma conclusão mais sossegada sobre as mudanças pelas quais a língua normalmente passa. Lembrando que essas abreviações impactam a escrita, se é que impactam, e não a fala. Bom, a fala é outro longo assunto.

 

Uso OK para quase tudo. Você não usa não? Acho impressionante como uma palavrinha dessas pode ser compreendida ao redor do mundo, se bobear. Até como gesto é capaz de ser compreensível em todo canto. (Quando eu fazia “joia”, com o dedão, para minhas amigas chinesas, elas riam e não entendiam lhufas... mas quando eu fazia OK, que no Brasil é meio ofensivo, elas sacavam na hora, sem se ofender nadica. Eu é que achava engraçado).

Mas o que é OK? Se a gente recorrer à Wikipédia, vai encontrar lá uma lista de possibilidades para a origem do OK, sem grandes conclusões: uma espécie de corruptela de olles kloer, do baixo alemão, para all correct, em inglês (tudo certo, em bom português). Mas pode não ser nada disso. A Wikipédia dá o OK como acrônimo, que é quando a gente só fala as primeiras letras da expressão. Tem acrônimo a dar com pau na nossa vida: OMG, ONG, PBH, BNH, CEF,...

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Ana Elisa Ribeiro

Ana Elisa Ribeiro nasceu em 1975, em Belo Horizonte, cidade onde vive. É autora de livros de poesia, conto, crônica e literatura infantojuvenil, por diversas editoras brasileiras. Bacharel e licenciada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, onde também se formou mestre e doutora em Estudos Linguísticos.É professora e pesquisadora nos campos da Linguística Aplicada e da Edição, no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.




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