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O sertanejo

Imagem: Gamze Bozkaya



2018-03-10

Incompleto e pouco lido, esse é um dos romances mais agradáveis de Alencar

 

Há quem veja o regionalismo de José de Alencar como um progresso rumo ao romance realista. A tese é um pouco duvidosa, pois o próprio recuo temporal na ambientação dessas obras as mantém presas a um medievalismo herdado de Herculano e Walter Scott. Em O sertanejo (1875), cujo desfecho o escritor não chegou a escrever, essa persistência romântica ainda é por demais evidente, apesar da menção, a folhas tantas, à “besta humana” de Zola.

Para o leitor atual, o romance em questão é dos mais legíveis de Alencar. Nele o ficcionista mostra o mais pleno domínio de seus recursos, especialmente na...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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