Imagem 1528295957.jpg

Humor diante da tragédia

Na foto: Simone Az. Divulgação



2018-06-06

 

Meu pai adorava bichos. Já minha mãe mantinha distância de todos, especialmente dos pássaros. Dizia que tinha alergia. Era assim com bichos, era assim com as pessoas. Não conheço ninguém que tenha chegado muito perto da minha mãe. Talvez só a roseira.

 

Uma das coisas mais difíceis num romance é o humor, trabalhar com humor de forma a que ele seja uma constante, trabalhar com humor sem que falte seriedade. Como é difícil ser ao mesmo tempo leve e profundo. Lembro da frase de Paul Valéry “É preciso ser leve como o pássaro e não como a pluma”. Mas Simone Az é uma autora que consegue tudo isso. Porque ler a Simone é não querer mais se afastar, ficamos presos ao texto que nos guia gentilmente por caminhos difíceis e tortuosos. A morte, por exemplo, acompanhamos os mortos que se acumulam na...

Continuar lendo

AINDA NÃO TEM PLANO? SELECIONE:

MICROPAGAMENTO

R$ 6.80

ou

€ 1,10

APENAS ESTE ARTIGO

  1. Você pode acessar apenas o artigo que pretender ler. Faça um micropagamento para baixa-lo. É facil.

  2. A compra avulsa de um artigo não dá acesso ao conteúdo integral da revista.


MICROPAGAMENTO

R$ 6.80

ou

€ 1,10

APENAS ESTE ARTIGO

  1. Você pode acessar apenas o artigo que pretender ler. Faça um micropagamento para baixa-lo. É facil.

  2. A compra avulsa de um artigo não dá acesso ao conteúdo integral da revista.


  1. As assinaturas e os micropagamentos são necessários para manter a Revista Pessoa

  2. Precisa de ajuda ou mais informação?
  3. Entre em contato:
  4. revistapessoa@revistapessoa.com


Carola Saavedra

É autora dos romances Toda terça (2007), Flores azuis (2008), Paisagem com dromedário (2010), O inventário das coisas ausentes (2014) e Com armas sonolentas (2018), todos pela Companhia das Letras. Seus livros foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol e alemão. Está entre os vinte melhores jovens escritores brasileiros escolhidos pela revista Granta. É doutora em Literatura Comparada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, professora e pesquisadora de Literatura e Estudos Culturais no Instituto Luso-Brasileiro na Universidade de Colônia. Sua pesquisa atual, sobre arte e literatura indígena no Brasil, é parte do projeto “O pensamento das margens: arte e literatura indígena e afro-brasileira”, financiado pela Fundação Thyssen. Acaba de lançar o livro de ensaios O mundo desdobrável: ensaios para depois do fim (Relicário 2021).




Sugestão de Leitura


Como vim parar aqui?

  Angela Marsiaj escreve ficção desde 2014, é como ela se apresenta na biografia que pedi. E acho que essa apresenta ...

Em busca de voz própria

  Louise Belmonte tem 22 anos e acaba de escrever Primeira pele um romance profundo, belo e intenso. Lembro imediatamente das palavr ...

Terrapreta: o outro e o afeto

  Rita Carelli me chamou a atenção logo que a conheci, algo no seu olhar, parecia ao mesmo tempo tão perto e t&atild ...
Desenvolvido por:
© Copyright 2021 REVISTAPESSOA.COM