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Formas e sentidos. Uma conversa-crítica com Paulo Henriques Britto 

Foto: Paulo Henriques Britto. Divulgação



2018-08-27

Claro, a gente está sempre se relacionando com a tradição. Afinal, o que é ser pós-moderno?  É poder usar tanto o soneto clássico quanto o poema concreto, que já tem quase 50 anos. Escrever um poema concreto hoje não é mais ser vanguardista... Você pode usar essa forma ou a do soneto a partir de uma visão de mundo que já não tem mais nada em comum com o seu contexto de aparição. Nesse momento pós-tudo em que vivemos, temos a nossa disposição esse repertório imenso. O sentido anda escasso, mas podemos sempre ressignificar formas do passado. Isso é uma grande liberdade.

Li Nenhum mistério assim que saiu dos cadernos virtuais que Paulo Henriques Britto mantém na nuvem e virou um arquivo pdf enviado à editora. O prazer de descobrir os poemas deste seu último livro, o sétimo de poesia, veio junto com um pedido inesperado. Com a simplicidade de quem não faz grande caso de sua carreira literária brilhante, e muitas vezes premiada, Paulo me pediu sugestões para o título. Minha leitura surgiu desse desafio de encontrar, no livro, o nome que lhe conviria. Assim, a gravação aqui transcrita com mínimas alterações não corresponde propriamente a uma entrevista, mas a uma conversa em torno da leitura que fiz, de alguns poemas que lemos e comentamos durante o encontro, e de questões que surgiram a partir daí. Misto de leitura e bate-papo, essa conversa-crítica inclui uma reflexão sobre o valor afetivo das formas poéticas tradicionais, sobre os ritmos das línguas, sobre o arcaísmo infantil da rima e sua arbitrariedade produtora de semelhanças,...

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Patrícia Lavelle

É professora do Departamento de Letras da PUC-Rio, atuando no Programa de Pós-graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade. Doutora em filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, onde morou entre 1999 e 2014, tem livros de ensaios publicados na França e no Brasil, além de traduções do francês e do alemão. Como poeta, publicou Migalhas metacríticas (7Letras, coleção Megamíni, 2017) e Bye bye Babel (7Letras, 2018). Bye bye Babel obteve a primeira menção honrosa do Prêmio Cidade de Belo Horizonte, edição de 2016.




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