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Todos os martelos o martelo

Foto: capa do livro O martelo, Adelaide Ivánova



2018-11-19

Mesmo a crítica e o público leitor mais razoável costuma se insurgir contra uma nova geração, “mais engajada” (em verdade, ela é apenas visibilizada ou invisibilizada por sua época), de poetas, trazendo na negatividade de sua fala a justificativa da forma. Agora, portanto, que O Martelo recebeu este importante prêmio, está na hora de mostrar que talvez o mais interessante em certa fração da geração é o fato de que filologia e situacionismo, arquitetura da obra e posicionamento de poeta, não se contradizem. Isto é forte, só para citar uma tríade cuja leitura em conjunto é recomendada, em Angélica Freitas, em Marília Floor Kosby e em Adelaide Ivánova.

 

O mais importante sobre O Martelo, de Adelaide Ivánova, já foi dito. Que este é “um verdadeiro martelo brincando de alvo com o coração” (Resenha de bolso). Que a sua “ironia despretensiosa empresta leveza ao texto e, ao mesmo tempo, desfere golpes necessários no machismo, na cultura de amizades e lacunas legais que o sustentam, nas opressões físicas e morais.” (Diogo Guedes) Que soou na geração como “um tiro do começo ao fim, que atravessa nossa experiência como um prego atravessa uma parede”. (Estela Rosa) Que guarda semelhanças com o projeto de Diane di Prima e de Pier Paolo Pasolini, no que procura “politizar o corpo e suas reentrâncias”, fazendo “do desejo uma propedêutica para o pensamento e a reflexão crítica.” (Gustavo Silveira) E, no posfácio da edição brasileira, que com esse livro pode-se sentir que “é chegada a hora de soltar o verbo e o gozo de dizer o que precisa ser dito do jeito que precisa ser dito,...

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Rafael Zacca

Rafael Zacca é poeta e crítico. É co-articulador da Oficina Experimental de Poesia, no Rio de Janeiro. Doutorando em Filosofia na PUC-Rio, onde pesquisa a obra de Walter Benjamin. Colaborador do do Jornal Rascunho e da revista Escamandro. Autor de Kraft | Poemas (2015), Mini Marx (2017), Mega Mao (2018) e de A estreita artéria das coisas (no prelo). É um dos autores do livro de oficinas literárias Almanaque Rebolado, escrito a 20 mãos (2017).




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