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A obra misteriosa de Lucia Nogueira, homenageada este ano na Bienal de São Paulo

Step, de Lucia Nogueira. Reprodução



2018-11-30

Estruturas fechadas e inacessíveis, como caixas, também reaparecem constantemente. Não sabemos o que há lá dentro, se é que os receptáculos escondem alguma coisa. Lucia nega o acesso, opera no fascínio da invisibilidade e na instigação do desejo. Essa inacessibilidade reflete o que a artista chamou de ‘lacuna’: “Às vezes penso que meu trabalho é todo sobre lacunas. Você tem uma rotina linear em sua vida que segue e, de repente, algo acontece e quebra a linha. Acho que meu trabalho está muito ligado ao que acontece quando a linha é fraturada.”

 

Nascida em 1950, Lucia Nogueira, artista goiana, migrou para Londres nos anos 1980, quando começou a desenvolver seu trabalho como escultora. Em pouco tempo, já em 1993, ganhou um prêmio de residência na Fundação Cartier em Paris, e em 1996 o prêmio Paul Hamlyn para artistas visuais. Além disso, expôs na Serpentine Gallery e na Chisenhale Gallery. Na cena londrina, era amiga de Tacita Dean, Liam Gillick e Damien Hirst. Dois anos depois, morreu precocemente aos 48 anos, vítima de um câncer.

É dela um generoso conjunto de obras exibido na Bienal de São Paulo deste ano, que a homenageou ao lado de Aníbal López, da Guatemala, e Feliciano Centurión, do Paraguai. A Bienal contou também com doze projetos individuais e sete mostras coletivas organizadas por artistas-curadores.

Nas palavras do curador Gabriel Perez Barreiro, a homenagem a Lucia “pretende apresentar sua obra ao público de seu país, na esperança de criar uma nova relação com a história da arte brasileira recente.” As revisões de...

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Pollyana Quintella

É curadora assistente do Museu de Arte do Rio e pesquisadora independente. Formou-se em História da Arte pela UFRJ e é mestre em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, com pesquisa sobre Mário Pedrosa. Atuou como pesquisadora na Casa França-Brasil, coeditora da revista USINA e colunista do jornal Agulha. Curou exposições em instituições e espaços independentes no Rio e em São Paulo. 




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