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Dez haikus com o kigô Presépio



2018-12-20

Inéditos de Francisco Handa. Curadoria de Heloisa Jahn

 

 

Numa estória antiga
o presépio reproduz
tempo de inocência.

 

Cada vez menor
o espaço para o presépio.
— Fim da fantasia.

 

Num canto da sala
do presépio que sobrou
o burro e o menino.

 

Somente os mais velhos
mantêm o brilho nos olhos.
— Presépio montado.

 

Tempo de presépio.
Para quem não tem memória
nenhuma emoção.

 

Com o presépio foi-se
a festa com os meus pais.
O tempo se foi.

 

Ao cair da tarde
o presépio escureceu
na velha capela.

 

Sobrou o presépio
que não desperta interesse
esconde segredos.

 

Viaja no tempo
três homens em três camelos
revela o presépio.

 

Retira da caixa
envolto no pó do tempo
um presépio antigo.

 

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Francisco Handa

Nascido a 31 de outubro de 1955 em Salto, interior de São Paulo,  Francisco Handa tem experimentado as palavras no campo da poesia e, mais especificamente, na forma haiku. A esta tem se dedicado, nos últimos trinta anos, a partir dos ensinamentos de H.Masuda Goga. Para ele, poesia é como a pintura abstrata: de cores variadas, sendo o haiku os traços firmes e negros do carvão de um sumiê. Coordenou várias antologias de haicai na década de 90, como Cem haicaístas brasileiros, As quatro estações e Gato na janela. Suas últimas publicações foram Olhos de neblina, de 2015 (haicais) e A sombra do outro, de 2010 (poesia). Mantém o blog de haiku “Pitangas Urbanas" e "Bloco de Haiku”.




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