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Um fio para ver a terra

Foto: Maria Ondina Braga. Reprodução



2019-06-13

Ali, no museu em Braga, um susto, uma experiência sincrônica. Um fio para ver a terra.

 

“Vim para ver a terra. Eu toda livre de compromissos, quer apostólicos quer políticos, e assim de qualquer miragem materialista, qualquer fim, qualquer fixação – alguém porventura melhor que eu para afirmar por escrito, e com letras maiúsculas, como vale a pena vir à África para ver a terra?”[1]

Não sou eu quem escreve, mas uma escritora portuguesa — Maria Ondina Braga —que encontrei em Macau, China, pelas palavras de um bibliotecário que me assegurou ao fim da conversa, é uma lástima, mas não encontrarás seu melhor livro, está completamente esgotado. Motivada a conhecer a obra, propus...

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Nilma Lacerda

Nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, tem publicados ensaios e artigos científicos. Professora da Universidade Federal Fluminense e também tradutora, recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio e o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil. No site da revista Pessoa, na Coluna Ladrinhos, Nilma publica quinzenalmente trechos das páginas lusófonas do Diário de navegação da palavra escrita na América Latina. O texto  ganhou talhe ficcional para publicação em Mapas de viagem, volume de contos que é fruto  de um projeto de formação de leitores. Ela também contribui com crônicas sobre o universo literário.




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