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Dó, masculino

Imagem: dicionário Aurélio



2019-08-05

Quem é que vai dizer, hoje, em língua de rua, que , essa coisa lamentosa e sensível que a gente vive sentindo, é palavra masculina e precisa de concordância de gênero? Quase ninguém. Só minha mãe, que é suficientemente importante para mim, mas que nem sempre obedeci, claro.

 

Só conheço a minha mãe que fala um dó, assim: “Nossa, me deu um dó daquele moço... tão jovem e tão doente”. Só ela. E não bastasse ela dizer no masculino, conforme dicionários e gramáticas ensinam, dona Carmen ainda sai por aí a corrigir os outros. Delicadamente, mas corrige sim. E mais ainda aos filhos, nem sei quantas vezes. Só posso concluir que tenho dó dela. Dona Carmen sofre. E muito. Porque todo mundo que eu conheço fala é uma dó, assim: “Me deu uma dó danada daquela mulher... que vê todo mundo falar errado”.

Bom, espiando um dicionário bom, a...

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Ana Elisa Ribeiro

É mineira de Belo Horizonte, onde trabalha e reside. É professora e pesquisadora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, onde atua na área de Linguagem e Tecnologia, em três níveis de ensino. Publicou mais de trinta livros para crianças, adolescentes e adultos, sendo os mais recentes os poemários Álbum (Relicário, 2018) e Dicionário de Imprecisões (Impressões de Minas, 2019). É colunista do Digestivo Cultural e da Revista Pessoa. Fotografada por Sérgio Karam.




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