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Regras transitórias e usos desregrados

Foto: Florian Klauer



2020-01-07

Se o texto literário pode transgredir, como considerá-lo “correto”? Por que deveríamos seguir justamente o exemplo de escritores? A imprensa é mais confiável do que isso? Que imprensa? De onde poderiam ou deveriam vir os exemplos melhores sobre a língua que deveríamos aprender e usar? A língua que usamos precisa se aproximar da que escrevemos?

 

Tenho um amigo que fica muito irritado com as coisas que ele lê. Mas não qualquer coisa. São essas que soam diferentes – das dele – e as que ele acha que estão erradas ou as que o surpreendem de um jeito curioso. Mas é divertido vê-lo se debatendo contra os textos, que, em geral, são literários. Penso: essa danada dessa literatura.

Quando eu era bem jovem, lembro de aprender sobre língua, norma, cultura e certo&errado nas aulas de Português ou Língua Portuguesa (ou outros nomes que dão por aí afora, ao longo da história da educação escolar, sempre lutas ideológicas)....

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Ana Elisa Ribeiro

É mineira de Belo Horizonte, onde trabalha e reside. É professora e pesquisadora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, onde atua na área de Linguagem e Tecnologia, em três níveis de ensino. Publicou mais de trinta livros para crianças, adolescentes e adultos, sendo os mais recentes os poemários Álbum (Relicário, 2018) e Dicionário de Imprecisões (Impressões de Minas, 2019). É colunista do Digestivo Cultural e da Revista Pessoa. Fotografada por Sérgio Karam.




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