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Tem prescrição que é cega

Foto: Volodymyr Hryshchenko



2020-03-09

Quando escolhemos certas palavras em vez de outras, a fim de distinguir, em que vespeiro estamos mexendo?

 

Um menino ou uma menina que nasceram no Brasil costumam nem precisar de aulas e cursos de português para aprender a flexionar as palavras de acordo com uma categoria que a gramática chama de “gênero”. Toda criança, quando aprende a falar, administra bem essas coisas que fazemos, como pôr plural ou dizer o sexo. Qualquer meninote ou meninota sai logo dizendo que tem um gato, se ele for macho, ou que tem uma gata, se ela for fêmea. Desde que se consiga divisar o sexo do bichano ou da bichana sob a pelagem (há bichos em que isso é coisa...

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Ana Elisa Ribeiro

É mineira de Belo Horizonte, onde trabalha e reside. É professora e pesquisadora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, onde atua na área de Linguagem e Tecnologia, em três níveis de ensino. Publicou mais de trinta livros para crianças, adolescentes e adultos, sendo os mais recentes os poemários Álbum (Relicário, 2018) e Dicionário de Imprecisões (Impressões de Minas, 2019). É colunista do Digestivo Cultural e da Revista Pessoa. Fotografada por Sérgio Karam.




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