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A banda podre

Foto: Adam Smigielski



2020-03-22

Do compadrismo decorre a terrível propensidade da vida brasileira para as panelinhas e a mediocridade. Nesse sentido, o governo Bolsonaro não é nenhuma aberração, mas antes a caricatura – ou seja, a expressão exagerada, porém reveladora da essência – do sentimento geral de que os nossos, e os que se assemelham a nós, são merecedores de favor.

 

Minha avó dizia de uma conhecida dela: “coitada, sempre comeu da banda podre”. Deriva daí meu fascínio pelo termo. Eu tinha adoração por minha avó, e me encantava a sabedoria antiga de suas falas. Atualmente, banda podre costuma ser empregado para designar a parcela corrupta de uma corporação ou entidade. “Banda podre da polícia” talvez seja o uso mais recorrente no jornalismo brasileiro. Formulada assim, a expressão sugere que a podridão seja característica de algum grupo renegado, perverso, infiel aos propósitos que regem a coletividade. Os que pertencem à banda podre são radicalmente outro: demônios, anjos decaídos, judas traidores...

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Rafael Cardoso

É escritor e historiador da arte, PhD pelo Courtaud Institute of Art (Londres). É autor de numerosos livros sobre história da arte e do design brasileiros e também quatro livros de ficção, assim como roteiros de cinema e tevê. Colabora com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Instituto de Artes) e a Freie Universität Berlin (Lateinamerika Institut) como pesquisador associado. Atua ainda como curador independente. Fotografado por Patricia Breves.

 




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