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Carta a Evandro

Foto: Sunyu



2020-03-31

A memória anuncia que nem o tempo suspenso pode contaminar o espanto diante da beleza do outro. E enquanto houver palavras, tampouco o isolamento pode impedir a aproximação entre dois pares. Em resposta a Evandro, Leo Lama faz um mergulho reflexivo em velhas e novas questões e observa que da filosofia e da poesia tira-se o gesto possível de humanização.

A missiva faz parte de "Cartas de um outro tempo", projeto que procura captar a sensibilidade de figuras do campo cultural à nova realidade imposta pela pandemia, num mundo vazio visto das nossas janelas. Amanhã, leremos a carta de Isabel Nery para Miguel Real. A reposta será publicada no dia seguinte.

 

Caro amigo, Evandro, Evandrinho, meu grande amigo, sinto falta dos nossos encontros nos cafés das livrarias onde exercíamos nossa amizade presencial, em círculo quase protegido de investidas virais. Lá tramávamos a revolução pela literatura, compartilhando o prazer mútuo de deixar o pensamento solto falar da vida e, principalmente, dos livros, estes, talvez, até mais vivíveis do que aquela.

Era a presença o nosso tesouro, se estivemos mesmo lá, e agora a distância nos protege. Acostumar com o longe? Estivemos sempre perto demais do mundo. E desconfio que o cotidiano não é mesmo aqui. Macedonio Fernández dizia que as coisas não começam....

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Leo Lama

Leonardo Martins de Barros, conhecido pelo nome artístico de Leo Lama (São Paulo, 21 de setembro de 1964) é músico, poeta, dramaturgo, diretor, escritor, roteirista e palestrante. Sua obra privilegia a busca do amor e as relações amorosas, a importância dos ritos, do diálogo e do caminho espiritual. Em 1989, aos 23 anos, estreou como autor teatral com a peça “Dores de Amores”, o que lhe garantiu dois prêmios da área: Mambembe de revelação e Molière. A mesma obra foi transformada em filme, apresentado no Festival do Rio e na 36a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.  Em 2014, Leo Lama foi indicado ao prêmio de melhor diretor pela Companhia Paulista de Teatro por sua direção de Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos. Em 2017, estreou sua peça Madalena Bêbada de Blues no Teatro Sérgio Cardoso, sucesso de público e crítica, entre tantos outros trabalhos.




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