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Adeus a Sérgio Santana: uma dádiva

Foto: Sérgio Sant'Anna. Perfil do autor/Facebook



2020-05-11

Acho impressionante o modo como ele combina à perfeição oralidade com refinamento estético. O humor sutil também é outra de suas marcas. Os temas são predominantemente urbanos, e nos últimos anos se destacou um veio memorialista, natural quando chega a idade. Até adoecer, continuava escrevendo, e se estivesse em casa consciente, seria daqueles autores que morrem com a caneta e o caderno nas mãos (sou fascinado por essa ideia da morte-em-ato).

 

Conheci Sérgio Sant’Anna em 2012. Concorríamos ao antigo Prêmio Portugal Telecom, junto com Dalton Trevisan e João Anzanello Carrascoza. Por uma dessas falhas culturais inexplicáveis, não tinha lido nenhuma linha de sua ficção – minhas referências nacionais da narrativa curta eram sobretudo Trevisan, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Machado de Assis, Lygia Fagundes Telles e João Gilberto Noll. Porém conhecia bastante o nome dele, sempre muito elogiado pela crítica jornalística e universitária. Vi inúmeras dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre sua obra, principalmente na época do “pós-moderno”, mas também recentemente (ele passou pelas modas e sobreviveu como grande...

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Evando (Camacã) Nascimento

Nasceu em Camacã (Bahia). Publicou os livros de ficção Retrato Desnatural: diários 2004-2007 (Record, 2008), Cantos do Mundo (Record, 2011, finalista do Prêmio Portugal Telecom, atual Oceanos), Cantos Profanos (Globo, 2014), A desordem das inscrições: contracantos (7Letras, 2019) e Diários de Vincent: impressões do estrangeiro (Circuito, 2021). Fez Doutorado na UFRJ. Nos anos 1990, foi aluno de Jacques Derrida (na EHESS) e de Sarah Kofman (na Sorbonne). Em 2007, realizou um Pós-Doutorado em Filosofia na Universidade Livre de Berlim. Ministrou cursos e palestras em instituições como a Universidade Federal de Juiz de Fora, a Universidade de Paris e a Universidade de Viena, entre outras. Ensaios: Derrida e a literatura (3ª. ed., É Realizações, 2015, traduzido em 2021 pela editora argentina La Cebra), Clarice Lispector: Uma Literatura Pensante (Civilização Brasileira, 2012) e, com Derrida, La Solidarité des vivants (Éd. Hermann, 2016). Site.




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