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Difícil é ser perdoado

Foto: Praça Tiananmen. Por Derzsi Elekes Andor



2020-06-13

 Conto inédito de Cláudia Lucas Chéu

 

Corro na tua direcção como uma seta a caminho do alvo. Sabendo que o que me empurra é a amizade ou o desgosto, provavelmente ambos, acelero o passo para que o meu corpo encontre finalmente o teu. Morreste. Disseram-me ao telefone que morreste. Não te vejo há vários anos e, sinceramente, não consigo acreditar. Penso que esta é mais uma das tuas surpresas extravagantes, como quando disseste que não podias ir à minha festa de aniversário porque estarias na terra da tua avó e, afinal, tinhas ido fazer o transiberiano. Não querias que ninguém soubesse antecipadamente, nunca percebemos porquê. Quando...

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Cláudia Lucas Chéu

Portugal (1978). Tem publicados textos para cena Glória ou como Penélope Morreu de Tédio; Violência — fetiche do homem bom, pelas edições Bicho-do-Mato/Teatro Nacional D. Maria II; A Cabeça Muda, pela Cama de Gato Edições; Veneno (Colecção Curtas da Nova Dramaturgia), Edições Guilhotina, 2015. Em prosa poética, publicou o livro Nojo (2014), (não) edições. E em poesia, o livro Trespasse, Edições Guilhotina, 2014 e Pornographia (poesia), Editora Labirinto, 2016. Em 2017, foi publicado o seu livro Ratazanas (poesia), pela Selo Demónio Negro, em S. Paulo (Brasil). Publicou, em 2018, o seu primeiro romance Aqueles Que Vão Morrer, Editora Labirinto, e Beber Pela Garrafa (poesia), pela Companhia das Ilhas. Em 2019, foi editado A Mulher-Bala e outros contos, Editora Labirinto. Acaba de sair pela editora Companhia das Ilhas, o seu primeiro livro de poesia confessional — Confissão. É mãe. Vive mal sem caminhadas, Bach e batatas fritas.




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