Imagem 1592567069.jpg

Canção do finca-pé



2020-06-18

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto

 

Arrumo meus discos. Memória em vinil. Eles me ajudam a atravessar o luto pelos quase 50.000 mil mortos até agora no Brasil, especialmente por todos aqueles que morreram faltos de socorro, na perpetuação da desigualdade e da mentira política em nossa sociedade. Gozado, tanta “Canção do Exílio” na alma brasileira. Gonçalves Dias, Oswald de Andrade, Chico e Tom... Tanto querer voltar, depois de ir. Como chamar esta canção, colagem de nossas melhores vozes e consciências de certo momento de nossa história?

 

Canção do exílio finca-pé

 

Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem...

Continuar lendo

AINDA NÃO TEM PLANO? SELECIONE:

MICROPAGAMENTO

R$ 6.80

ou

€ 1,10

APENAS ESTE ARTIGO

  1. Você pode acessar apenas o artigo que pretender ler. Faça um micropagamento para baixa-lo. É facil.

  2. A compra avulsa de um artigo não dá acesso ao conteúdo integral da revista.


MICROPAGAMENTO

R$ 6.80

ou

€ 1,10

APENAS ESTE ARTIGO

  1. Você pode acessar apenas o artigo que pretender ler. Faça um micropagamento para baixa-lo. É facil.

  2. A compra avulsa de um artigo não dá acesso ao conteúdo integral da revista.


  1. As assinaturas e os micropagamentos são necessários para manter a Revista Pessoa

  2. Precisa de ajuda ou mais informação?
  3. Entre em contato:
  4. revistapessoa@revistapessoa.com


Nilma Lacerda

Nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, tem publicados ensaios e artigos científicos. Professora da Universidade Federal Fluminense e também tradutora, recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio e o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil. No site da revista Pessoa, na Coluna Ladrinhos, Nilma publica quinzenalmente trechos das páginas lusófonas do Diário de navegação da palavra escrita na América Latina. O texto  ganhou talhe ficcional para publicação em Mapas de viagem, volume de contos que é fruto  de um projeto de formação de leitores. Ela também contribui com crônicas sobre o universo literário.




Sugestão de Leitura


Em Pirapora, se borda Brasil

  Para Antônia Zulma e sua família bordadeira Rio de Janeiro, 22 de julho de 2022.   Estimado Jamil, estimada ...

Tem, mas não há

  Portugueses não usam gerúndio, não trocam futuro do pretérito por imperfeito, nem futuro do presente por co ...

Héteros de mim

  #nemummais Como Ana Elisa Ribeiro, não mandei minha crônica a tempo. Começada, mas patinando, sem avançar ...
Desenvolvido por:
© Copyright 2022 REVISTAPESSOA.COM