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Canção do finca-pé



2020-06-18

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto

 

Arrumo meus discos. Memória em vinil. Eles me ajudam a atravessar o luto pelos quase 50.000 mil mortos até agora no Brasil, especialmente por todos aqueles que morreram faltos de socorro, na perpetuação da desigualdade e da mentira política em nossa sociedade. Gozado, tanta “Canção do Exílio” na alma brasileira. Gonçalves Dias, Oswald de Andrade, Chico e Tom... Tanto querer voltar, depois de ir. Como chamar esta canção, colagem de nossas melhores vozes e consciências de certo momento de nossa história?

 

Canção do exílio finca-pé

 

Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem...

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Nilma Lacerda

Nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, tem publicados ensaios e artigos científicos. Professora da Universidade Federal Fluminense e também tradutora, recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio e o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil. No site da revista Pessoa, na Coluna Ladrinhos, Nilma publica quinzenalmente trechos das páginas lusófonas do Diário de navegação da palavra escrita na América Latina. O texto  ganhou talhe ficcional para publicação em Mapas de viagem, volume de contos que é fruto  de um projeto de formação de leitores. Ela também contribui com crônicas sobre o universo literário.




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