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Jacó fiel à amada

Foto: Ashkan Forouzani



2020-07-18

A presença da resistência nas suas várias dimensões é uma tônica, a inauguração da língua na criança aprendendo a falar ou do usuário que dela se serve como massa plástica mesclam-se a assaltos de nostalgia por uma pátria adquirida na maturidade. De forma gradativa, aumentaram as pulsações de Portugal. Da vizinha que me trazia a aldeia ao pé de casa ao jogo de Aniki-Bobó, do Portugal na literatura contemporânea à terra visitada e sentida como possível lugar de ficar – não ao estilo dos imigrantes usuais, mas como repouso e fruição –, a terra que me era parca em relatos começou a falar-se e a ser ouvida.


“Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
mas não servia ao pai, servia a ela,
e a ela só por prémio pretendia.”

Luís de Camões *

 

O convite para ser colunista da Pessoa chegou em um momento em que eu definia tempo e espaço da escritora na vida da mulher, mãe, professora, pesquisadora. Não fui educada para o desejo, mas para obrigação e responsabilidades. Claro que muitas vezes burlei os preceitos recebidos, mesmo sem me aperceber de que o fazia. Formada professora, a possibilidade de ser escritora veio na pós-graduação em uma oficina...

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Nilma Lacerda

Nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, tem publicados ensaios e artigos científicos. Professora da Universidade Federal Fluminense e também tradutora, recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio e o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil. No site da revista Pessoa, na Coluna Ladrinhos, Nilma publica quinzenalmente trechos das páginas lusófonas do Diário de navegação da palavra escrita na América Latina. O texto  ganhou talhe ficcional para publicação em Mapas de viagem, volume de contos que é fruto  de um projeto de formação de leitores. Ela também contribui com crônicas sobre o universo literário.




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