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escrever desde o Sul

Foto: Anand Thakur



2020-08-31

escrever desde o Sul é entender a escrita como crise. a crise como constitutiva de um processo, e o processo como um estado crônico-repetitivo (um círculo); e também um fio ou linha que escapa, desencapado, interminavelmente, fazendo com que algo siga, mesmo que queimando, em curto-circuito e nunca em linha reta (uma espiral) – enquanto houver vida.

 

fato histórico a ser revisto em 10 anos – como o novo poder religioso-estatal baseia-se numa relação intrínseca entre poder e gozo sexual perverso, entre ultra correção moral e baixaria generalizada. e como a estética libertina já não é mais libertária. ao contrário, é dominada por subterfúgios que entendem que ser subjugado – sexualmente, moralmente, familiarmente participa de um pseudo ritual purificador do ser humano.

°

escrever desde o Sul é não poder esquecer disso. e saber que, se estiver viva, terei que reler esse texto dentro de 10 anos.

escrever desde o Sul é escrever do porão.

escrever desde o Sul é...

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Ana Kiffer

É Professora da Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio, Cientista do Estado pela FAPERJ e Bolsista de Produtividade no CNPq. Curadora convidada da Bienal de SP 2021. É escritora, autora dos livros Tiráspola e Desaparecimentos, Editora Garupa, 2016, A punhalada, 7Letras, 2016, Todo Mar, Urutau, 2018; colunista da Revista Literária Pessoa, pesquisadora da obra do escritor francês Antonin Artaud, vem desenvolvendo há muitos anos uma investigação sobre os diversos modos de relação entre os corpos e a escrita. Autora do livro Antonin Artaud, EDUERJ, 2016, e com Gabriel Giorgi, Ódios Políticos e Politica do Ódio, RJ: Bazar do Tempo, 2019 e Las Vueltas del ódio, BA: Eterna Cadência, 2020. Organizadora do livro A Perda de Si – cartas de A. Artaud, Rocco, 2017; e das coletâneas: Sobre o Corpo, 7Letras, 2016, Expansões Contemporâneas: literatura e outras formas, com Florência Garramuno, UFMG, 2014, entre outros artigos e ensaios.  Foi curadora, em 2020, da exposição Corte/Relação dos cadernos de Antonin Artaud e de Édouard Glissant. Para a 34ª Bienal de São Paulo. Em 2021, estreou seu primeiro romance O Canto Dela, pela editora Patuá. Fotografada por Dani Neves.




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