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Pensamento crítico



2020-09-09

Porque pensar não pode ser um privilégio de poucos

 

Um dia, num daqueles encontros juvenis em que se fazem jogos para nos conhecermos melhor, respondi uma coisa estranha a uma pergunta banal. A pergunta era: «O que mais gostam de fazer nos tempos livres?» E a minha resposta foi: «Pensar». Apesar de acompanhada dos costumeiros «sair com os amigos», «ir ao cinema» ou «ler», causou silêncio na roda formada para o exercício de verão. Devia andar nos meus 16 anos e saiu-me com toda a naturalidade, mas deu para perceber que não era uma resposta «cool». Ainda assim, gostei do efeito: toda a gente ficou a pensar porque é que eu tinha respondido «pensar».

Serve o introito para vos aguçar o apetite para um desafio que a perspicaz Mirna Queiroz me lançou: organizar um curso de Pensamento Crítico, o primeiro em um país de língua portuguesa e um dos primeiros do mundo - como disciplina, a proposta é nova. Uma ideia que amadureceu a partir de nossas discussões sobre os perigos da avalanche ‘informativa’ e das fake news se não forem acompanhadas de uma cidadania atenta e crítica. E como podemos enfrentar essa complexidade? Treinando o Pensamento Crítico. 

O fim último do pensamento crítico é tornar-nos mais criativos. E eu proponho usar a Ciência, a Literatura e o Jornalismo para darmos corpo à nossa criatividade, enquanto pensamos. Mas não há criação sem sentir. Logo, pensar também é sentir. Logo, um curso de pensamento crítico deve passar pelo que sentimos. Parece um paradoxo? Ótimo! Os paradoxos estão na essência do que é pensar criticamente. Como? Inscrevam-se e logo vos explico.

Tudo vai acontecer num fantástico local bem no centro de Lisboa, o Palácio Verride, ao Miradouro de Santa Catarina. Aos que vivem fora de Lisboa ou receia a exposição ao coronavírus, ainda que as normas sanitárias sejam seguidas à risca,  ofereceremos também o curso via plataforma zoom. Já em Setembro.

Inscrições Aqui:

 



Isabel Nery

Jornalista, ensaísta e investigadora em Jornalismo Literário. Estreou-se no género Biografia com o livro Sophia de Mello Breyner Andresen (2019). É autora de várias obras de não-ficção, entre elas o livro de reportagem As Prisioneiras - Mães Atrás das Grades (2012); o ensaio Chorei de Véspera - Ensaio sobre a Morte, por Amor à Vida (2016) e Política e Jornais – Encontros Mediáticos (2004). O seu trabalho foi já distinguido com vários prémios, entre eles o Prémio Mulher Reportagem Maria Lamas, o Prémio Jornalismo pela Tolerância, o Prémio Paridade Mulheres e Homens na Comunicação Social, e o Prémio Jornalismo e Integração, da UNESCO. Fotografada por Marcos Borga.




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