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Escrever desde o Sul. 2

Foto: Atul Pandey AIa



2020-09-21

sobre a linha reta do tempo escrever desde o Sul é inevitavelmente ter de escrever o trauma e a ofensa do esquecimento. é entrar de novo no porão, no ventre da barca, no buraco no meio da rua, feito de terra batida, lavado por águas tempestuosas e ventos fortes. no buraco descer o mato. fazer tudo isso descalça, e chegar à beira do rio.

 

 

Aviso aos Leitores: essa série é composta de múltiplas vozes, algumas delas a partir de agora aqui inscritas com o seu nome próprio, outras semeadas nas minhas visões proféticas do passado[1].

 

°

escrever desde o Sul é entender que o que virá é longo porque é outro, diferente.

e que uma germinação atravessará toda forma fixa, instabilizando-a ou rendendo-lhe a sua verdadeira potência.

ao mesmo tempo tornar-se-á cada vez mais difícil o movimento de apreensão de algo passado, presente ou futuro.

é sob esse prisma que escrever desde o Sul é inevitavelmente buscar conhecer outros modos de temporalidade, atrelados a outros...

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Ana Kiffer

É Professora da Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio, Cientista do Estado pela FAPERJ e Bolsista de Produtividade no CNPq. Curadora convidada da Bienal de SP 2021. É escritora, com livros como Tiráspola e Desaparecimentos, Editora Garupa, 2016, A punhalada, 7Letras, 2016, Todo Mar, Urutau, 2018; colunista da Revista Literária Pessoa, pesquisadora da obra do escritor francês Antonin Artaud, vem desenvolvendo há muitos anos uma investigação sobre os diversos modos de relação entre os corpos e a escrita. Autora do livro Antonin Artaud, EDUERJ, 2016, e com Gabriel Giorgi Ódios Políticos e Politica do Ódio, RJ: Bazar do Tempo, 2019 e Las Vueltas del ódio, BA: Eterna Cadência, 2020. Organizadora do livro A Perda de Si – cartas de A. Artaud, Rocco, 2017; e das coletâneas Sobre o Corpo 7Letras, 2016, Expansões Contemporâneasliteratura e outras formas, com Florência Garramuno, UFMG, 2014, entre outros artigos e ensaios.  Fotografada por Aline Macedo.




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