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O Holocausto vegetal e o suicídio coletivo

Foto: Evando Nascimento



2020-10-12

Quando os elementos básicos de sustentação da vida, como as plantas e os animais silvestres, junto com os povos que habitam a Amazônia e o Pantanal, são desrespeitados por uma política necropolítica genocida, etnocida, zoocida e fitocida, com a cumplicidade de 40% da população, ou mais, o país perdeu todo os sentidos e os valores básicos da existência.

 

Tentando recomeçar

Durante três meses deste ano, de julho a setembro, a pesquisa para o livro que estou escrevendo sobre O pensamento vegetal ficou paralisada. Isso se deveu tanto a problemas pessoais quanto, e sobretudo, à loucura em termos ambientais que tomou o Brasil nesse período, com as queimadas criminosas na Amazônia e no Pantanal. Não é a primeira vez que, durante uma pesquisa, ocorre um incêndio em meu “objeto de estudo” (e é muito mais do que um mero “objeto”, essa é a questão). Isso aconteceu em 2009, quando grande parte do acervo do artista plástico Hélio Oiticica, no Projeto...

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Evando (Camacã) Nascimento

Nasceu em Camacã (Bahia). Publicou os livros de ficção Retrato Desnatural: diários 2004-2007 (Record, 2008), Cantos do Mundo (Record, 2011, finalista do Prêmio Portugal Telecom, atual Oceanos), Cantos Profanos (Globo, 2014), A desordem das inscrições: contracantos (7Letras, 2019) e Diários de Vincent: impressões do estrangeiro (Circuito, 2021). Fez Doutorado na UFRJ. Nos anos 1990, foi aluno de Jacques Derrida (na EHESS) e de Sarah Kofman (na Sorbonne). Em 2007, realizou um Pós-Doutorado em Filosofia na Universidade Livre de Berlim. Ministrou cursos e palestras em instituições como a Universidade Federal de Juiz de Fora, a Universidade de Paris e a Universidade de Viena, entre outras. Ensaios: Derrida e a literatura (3ª. ed., É Realizações, 2015, traduzido em 2021 pela editora argentina La Cebra), Clarice Lispector: Uma Literatura Pensante (Civilização Brasileira, 2012) e, com Derrida, La Solidarité des vivants (Éd. Hermann, 2016). Site.




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