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Para reescrever Beths, Marianas e certos mitos

Foto: Elizabeth Short. Reprodução



2020-11-04

Mesmo dopada, ela tem culpa. Mesmo estuprada, ela tem culpa. Mesmo sangrando, ela tem culpa. A culpa do incesto é da adolescente, a culpa do estupro é da mulher e a do assassinato também, aquele por muito tempo chamado de crime passional, um conveniente eufemismo: matar por amor, porque o homem simplesmente intitula-se proprietário do corpo da mulher.

 

Elizabeth Short, atriz americana, não conheceu o ano de 1947. Em janeiro, aos 22 anos e com uma coleção de contos de fada cinematográficos na cabeça, foi encontrada morta num terreno baldio em Leimert Park, bairro de Los Angeles a dez minutos de Hollywood. Sua boca estava desfigurada, um dos seios extirpado e seu corpo, violentado e posado dramaticamente, havia sido cortado ao meio na altura da cintura. Algumas partes do seu corpo foram encontradas dentro de suas partes íntimas. O seio não. Respirem.

O caso foi capa do Los Angeles Record por 31 dias consecutivos e tema de uma série...

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Carla Mühlhaus

Jornalista e escritora nascida no Rio de Janeiro. Já foi ghostwriter, mas nunca gostou do termo. Fantasmas não existem e costumam ser invisíveis. Hoje é escritora viva, autora de Nos vemos em Marduk (Patuá) e À sua espera (Dublinense), entre outros. Reside atualmente em Portugal. 




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