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Nau

O habitante irreal no labirinto da solidão

Foto: Praia do Laranjal. Pelotas. Divulgação



2020-11-30

Habitante irreal remete a um romance de formação, formação tardia, pois o protagonista, assim como o Brasil, já se encontra “formado” no início da narrativa. E não só: o recomeço de sua vida e do país soa extemporâneo no meio de uma colonização infindável. Em resumo: Habitante irreal é um romance antes, de deformação.

 

O ensaio Nossos dias, de Octavio Paz, começa com estas palavras: “em certo sentido a Revolução [mexicana] recriou a nação; noutro, não menos importante, estendeu-a a raças e classes que nem a Colônia nem o século XIX tinham conseguido incorporar. Mas, apesar de sua fecundidade extraordinária, ela não foi capaz de criar uma ordem vital que fosse, ao mesmo tempo, visão de mundo e fundamento de uma sociedade realmente justa e livre. A Revolução não fez do nosso país uma comunidade, ou sequer uma esperança de comunidade [...] A Revolução é um fenômeno nosso, sim, mas muitas de suas limitações...

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Paula Fábrio

Nasceu em São Paulo, onde mora. É doutora em Literatura pela USP. Autora de Desnorteio (de 2012), romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, e Um dia toparei comigo (de 2015), livro finalista do mesmo prêmio. No corredor dos cobogós (Edições SM) é sua primeira obra juvenil.

 

 




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