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O exílio em James Joyce e a ética lacaniana do sujeito falante

Foto: irlanda - década de 1880. Biblioteca Nacional da Irlanda



2020-12-02

O escritor se valeu “do exílio, da astúcia e do silêncio” para produzir sua catedral de prosa e, com ela, se opor à Irlanda de que não gostava, para ser depois aceito e cultuado pelos irlandeses: uma condição paradoxal que estrutura algo desse estar sempre em exílio, o pertencer a lugar nenhum.

 

Como ler James Joyce a partir da ética lacaniana? O que, na leitura de Joyce, ajudaria a pensar o trauma da incidência da língua e a questão desconcertante de sermos falantes e exilados?

Joyce inventou uma língua própria, ensinando sobre aquilo que nos atravessa e escapa, nos tornando seres que vivem sempre fora de uma suposta terra natal originária.

Joyce se identificou inteiramente com seu sintoma de escrever e sustentou seu exílio – uma espécie de tremor e desvario – a partir daí. Para Lacan, Joyce é a própria encarnação do sintoma. A prova disso é Finnegans Wake, o texto ilegível que...

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Bianca Coutinho Dias

É psicanalista, crítica de arte, ensaísta, coordenadora do Cine Cult Usp- Ribeirão Preto, fundou o Núcleo de investigação em arte e psicanálise do Instituto Figueiredo Ferraz que coordenou de 2011 até 2016, escreve em revistas de arte contemporânea como Select e Amarello e é autora do livro Névoa e assobio em parceria com a artista e ilustradora Júlia Panadés. Acompanha artistas e participa de publicações e livros com textos críticos sobre arte, cinema e literatura. Fez História da arte na Faap e mestrado em Estudos contemporâneos das artes na Universidade Federal Fluminense. 




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