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Palavra/prótese: o lugar do outro

Foto; alfabeto. México. Por Tomas Martinez



2021-02-09

É esta a exigência da escrita: construir mundo e construir humanidade. Admitir como necessário aquilo que se instala no espaço do possível. Tudo a um tempo urgente e protelável, indispensável e prescindível. Será esta a natureza das artes, da ciência, da técnica, da humanidade enquanto humanidade: manipular para objectivar, distorcer para produzir nitidez.

 

Próteses. Palavras. As palavras são instrumentos. São próteses da consciência que permitem ver e manipular com o pensamento aquilo que os olhos apreendem e os dedos tocam e transformam. Com elas, apropriamo-nos do mundo, reconstruindo-o como representação. As palavras são próteses da consciência e ao mesmo tempo são parte da própria consciência. Antecipam-na, prolongam-na. Disseminam-na, reproduzem-na, realizam-na como carência e como satisfação. As palavras são o instrumento que colonizou e se apropriou do sujeito que as produziu, são próteses que vêm substituir o membro que nunca existira e a partir das quais se constrói a sua própria falta. A palavra...

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H. G. Cancela

Publicou, entre outros, os romances: A Noite das Barricadas (Relógio D’Água, 2020),  As Pessoas do Drama (Relógio D’Água, 2017), Impunidade (Relógio D’Água, 2014; edição brasileira:  Editora Circuito, 2020).No âmbito do ensaio, publicou, entre outros, O Exercício da Violência: O Tempo Enquanto Arte (Companhia das Ilhas, 2014) e A Humanidade dos Monstros: Representação e Anamorfose (Relógio D’Água, 2020).  É professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.




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