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escrever desde o Sul. 7

Foto: Yves Klein: Grande Anthropophagie bleue, Hommage à Tennessee Williams



2021-03-21

por que o ódio cola mais do que o amor?

 

quando se perde um amor, ou a ideia de um amor, ou um possível amor, ou uma possibilidade quiçá de que isso seria um amor choramos todos os amores perdidos. ouvimos vozes antigas, arrepiam-se fios do cabelo, de um canto da cabeça, outros guardados no ombro, dores na perna ou no quadril, porque, de fato, em cada lugar do corpo vive uma célula da memória de um amor já vivido. e até aqueles dos tempos imemoriais.

quase viver o amor vem sendo, há alguns anos, o destino da maior parte da humanidade. quase, quase, quase. indicando que o horizonte e a...

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Ana Kiffer

É Professora da Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio, Cientista do Estado pela FAPERJ e Bolsista de Produtividade no CNPq. Curadora convidada da Bienal de SP 2021. É escritora, autora dos livros Tiráspola e Desaparecimentos, Editora Garupa, 2016, A punhalada, 7Letras, 2016, Todo Mar, Urutau, 2018; colunista da Revista Literária Pessoa, pesquisadora da obra do escritor francês Antonin Artaud, vem desenvolvendo há muitos anos uma investigação sobre os diversos modos de relação entre os corpos e a escrita. Autora do livro Antonin Artaud, EDUERJ, 2016, e com Gabriel Giorgi, Ódios Políticos e Politica do Ódio, RJ: Bazar do Tempo, 2019 e Las Vueltas del ódio, BA: Eterna Cadência, 2020. Organizadora do livro A Perda de Si – cartas de A. Artaud, Rocco, 2017; e das coletâneas: Sobre o Corpo, 7Letras, 2016, Expansões Contemporâneas: literatura e outras formas, com Florência Garramuno, UFMG, 2014, entre outros artigos e ensaios.  Foi curadora, em 2020, da exposição Corte/Relação dos cadernos de Antonin Artaud e de Édouard Glissant. Para a 34ª Bienal de São Paulo. Em 2021, estreou seu primeiro romance O Canto Dela, pela editora Patuá. Fotografada por Dani Neves.




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