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De onde venho, de onde viemos

Foto do acervo da autora



2021-04-19

A descoberta da maternidade como tema literário provavelmente está ligada a grandes transformações na literatura, dizendo respeito a quem fala, como fala, para quem fala e por que fala.

 

“Eu estava na estação de metrô, voltando para casa. De repente, olhei em volta e percebi que todas as pessoas na estação eram filhos de alguém. Eles não eram mais homens nem mulheres. Eram filhos, apenas.” Esse é, segundo Giovana Madalosso, autora dos contos de A teta racional, o “Sentimento nº 01403” envolvendo a maternidade. Em uma tomada súbita de consciência, nos damos conta de que todos precisamos do ventre de uma mulher para existir. Comigo aconteceu algo parecido, mas eu estava na biblioteca, e não no transporte público, e passei a me questionar sobre o que todos aqueles...

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Luisa Destri

Luisa Destri escreve e pesquisa – quase nunca nessa mesma ordem, muitas vezes sobre literatura, atualmente em torno da representação literária da maternidade. Tem doutorado em Literatura Brasileira (USP) e mestrado em Teoria e História Literária (Unicamp), com estudos sobre poesia brasileira. É coautora da biografia Eu e não outra – a vida intensa de Hilda Hilst (Tordesilhas, 2018).




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