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Sandro, Délcio: “Pó de Vir a Ser”

Foto: Renata Bueno



2021-04-26

Colocar em circulação, como ele próprio o fez, em Nana e Nilo, narrativas positivas da identidade negra, da cultura negra, em papéis não submissos e conscientes da ancestralidade africana e indígena, é das atitudes mais necessárias para que outras histórias possam ser experimentadas, outros imaginários ganhem lugar em construções visuais diversas das habituais.

 

Para a memória de Sandro Lopes e de Délcio Teobaldo 

 

Escrevo em luto. Em luto, todas, todos que se sentem atingidos pelos efeitos da pandemia e, no caso do Brasil, do desgoverno que a agrava. Pranteio Sandro Lopes, ilustrador, animador e professor, e Délcio Teobaldo, produtor e diretor de cinema e tevê, músico e escritor. Não eram meus amigos próximos, mas eram pessoas com quem mantinha extrema afinidade, por semelhança de convicções, ações e anseios. Conheci Sandro virtualmente, em uma palestra promovida pelo Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, em novembro último....

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Nilma Lacerda

Nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, tem publicados ensaios e artigos científicos. Professora da Universidade Federal Fluminense e também tradutora, recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio e o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil. No site da revista Pessoa, na Coluna Ladrinhos, Nilma publica quinzenalmente trechos das páginas lusófonas do Diário de navegação da palavra escrita na América Latina. O texto  ganhou talhe ficcional para publicação em Mapas de viagem, volume de contos que é fruto  de um projeto de formação de leitores. Ela também contribui com crônicas sobre o universo literário.




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