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Fernando Pessoa e o pássaro

Foto do trabalho de Kenny Random, Itália. Por CrawfordJolly



2021-06-13

Se, no ar, há o pássaro, é muito interessante que, ao tratar da terra, Pessoa fale de “passagem do animal, que fica lembrada no chão”. Assim, a partir do mais sólido, o poema provoca em nós uma imagem de ausência, de restos.

 

Existem dias que são como saraivadas de flechas.

Atravessei uns desses na semana passada. Daí peguei minha edição de O guardador de rebanhos, compilação de alguns dos poemas que Fernando Pessoa assinou com o nome de Alberto Caeiro.  Ao folhear a edição, cheguei a esse poema, que reproduzo aqui:

 

Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.

A...

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Cristhiano Aguiar

É escritor e professor da pós-graduação da Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em 2018, publicou o livro de contos Na outra margem, o Leviatã (Lote 42) e em 2017 o livro teórico Narrativas e espaços ficcionais: uma introdução (Editora Mackenzie).




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