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Parar as máquinas? Ler poesia hoje

Foto: Laura Chouette



2021-08-26

Ler é perceber. Não basta publicar o outro, comprar o outro, declamar o poema do outro, resumi-lo em listas de recomendação. É preciso perceber o outro.

 

As cenas da poesia feita no Brasil hoje se multiplicaram. Ainda bem. Ninguém discordará, espero, que isso constitui um sinal de saúde. Bons ou maus poemas, pouco importa nesse caso. Acho muito bonito que em toda roda de amigos exista alguém que saiba tocar o violão e alguém que saiba batucar na mesa.

Assim como Walter Benjamin, Bertolt Brecht e Lygia Clark, eu também acho que o consumidor, esta categoria confortável e encostada, deve se transformar em participador – e, em especial, em criador.

Por outro lado, torna-se cada dia mais claro que uma capacidade que nos parecia inalienável se atrofia. A...

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Rafael Zacca

Rafael Zacca é poeta e crítico. É co-articulador da Oficina Experimental de Poesia, no Rio de Janeiro. Doutor em Filosofia na PUC-Rio, onde pesquisou a obra de Walter Benjamin. Colaborador do do Jornal Rascunho e da revista Escamandro. Autor de Kraft | Poemas (2015), Mini Marx (2017), Mega Mao (2018) e de A estreita artéria das coisas (no prelo). É um dos autores do livro de oficinas literárias Almanaque Rebolado, escrito a 20 mãos (2017).

 

 




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