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Assolada



2021-09-15

Quantas das mulheres brasileiras e portuguesas não tiveram – e ainda têm – destinos de submissão, opressão, supressão? Que ínfima fração de tempo, menos de 30 anos, me separa de minha ancestral mais direta? Minha mãe e a negação do direito de estudar, uma mulher que queria muito fazê-lo. Vivendo na capital do país, e sem poder dizer-se pobre, caiu na rede das tarefas domésticas, de onde saiu para emprego no comércio, algum estudo, pequenos avanços.

 

Às vizinhas do lado

Leio Kramp, de María José Ferrada, e encontro pelas tantas a descrição de uma memória de infância. A protagonista, afetada por afastamentos drásticos em sua vida, pensa em se matar e prende a respiração. Não é bem-sucedida, e aprende que a autopreservação é algo superior. Aflita para comprovar se a falha na determinação devia-se apenas a ela, ou se era inerente à espécie humana, ensina a técnica a colegas de classe e o resultado é que, embora mal-sucedidos eles também, as mães dos guris levantam acusações contra M. Sua mãe pede à professora que a desculpem,...

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Nilma Lacerda

Nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, tem publicados ensaios e artigos científicos. Professora da Universidade Federal Fluminense e também tradutora, recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio e o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil. No site da revista Pessoa, na Coluna Ladrinhos, Nilma publica quinzenalmente trechos das páginas lusófonas do Diário de navegação da palavra escrita na América Latina. O texto  ganhou talhe ficcional para publicação em Mapas de viagem, volume de contos que é fruto  de um projeto de formação de leitores. Ela também contribui com crônicas sobre o universo literário.




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