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Estado Novo português e a Bienal de São Paulo – um equilibrismo diplomático

Abertura da 5ª Bienal com roda de capoeira. Com o presidente Juscelino Kubitschek . Foto de Athayde de Barros. Reprodução



2021-11-25

Curadoria de Tatiana Salem Levy e Pedro Duarte de Andrade. Juntando filosofia, história e estética, esta seção dedica-se a pensar a liberdade experimental e crítica da arte face aos desafios do mundo contemporâneo.

 

A «despersonalização política» do regime

Ultrapassada a crise insurrecional excitada pela abertura democrática internacional no pós-guerra e pela promessa traída de “eleições livres” em Portugal (1949), Salazar retomava o controle do país com o «arreganho político e ideológico» (Rosas 1994: 503) que ficou inscrito na revisão constitucional de 1951. O reforço da vigilância, da repressão e da censura resultou no incremento da desconfiança, do defensismo e do chamado “cinzentismo” na política cultural portuguesa. O Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo [SNI], órgão responsável pela propaganda e ação cultural do Estado Novo[2] fora desprovido do entusiasmo de...

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Lígia Afonso

É historiadora de arte, curadora e editora. Interessa-se pela prática e investigação nas áreas da história das exposições; narrativas e contra-narrativas históricas; fenómenos artísticos de grande escala, notadamente bienais de arte contemporânea e capitais europeias da cultura; políticas culturais; mediação, programação e produção e gestão de projetos culturais; curadoria editorial e experimental. Foi assistente de curadoria da 29.ª Bienal de São Paulo; cocuradora e coordenadora editorial do Laboratório de Curadoria, Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura; cocuradora de Cartas de São Paulo (São Paulo) e Histórias da presença portuguesa na Bienal de São Paulo (Porto). Tem publicado textos e artigos e realizado comunicações em âmbitos científicos e institucionais, integrado júris de prémios e de seleção de projetos artísticos e curatoriais. Colaborou com várias instituições e projetos independentes em Portugal (nomeadamente Plano Nacional das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, entre outras.




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