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AVISO   É perigoso, menina, sair de casa sem seu guarda-chuva perolado sem seu fogo mortífero sem seu sexo sempre aberto aos apelos do mundo. É perigoso, menina, se deixar para trás, subir até a mais alta montanha e de lá não se jogar. É perigoso, menina, (muito perigoso) não parar de buscar o paraíso e se lambuzar de prazeres alheios. É perigoso, menina, beijar a boca de alguém tão mais velho e se perder assim: não mais saber onde reside a primeira luminância a última escuridão. É perigoso, menina, acreditar na memória, jogar-se de tal altura inflar-se de clichês quebrar suas tão jovens asas   e não cair.   É perigoso, menina, proteger-se e se armar demais querer o outro, ser o outro – habitar o inabitável.     DORAVANTE   Também sou fugitiva, T., escapo porque escapar é meu anacíclico rito meu odor de vida meu estuário. Depois, estarei...

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Marize Castro
Marize Castro (Natal, 1962) revelou-se em livro, em 1984, com a publicação de Marrons Crepons Marfins ”que surpreendeu crítica e público pela força e originalidade de sua palavra”, segundo Nelly Novaes Coelho no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras. É autora dos livros de poesia Rito (1993), Poço. Festim. Mosaico (1996), Esperado ouro (2005), Lábios-espelhos (2009) e Habitar teu nome (2011). Sua poesia tem sido traduzida por poetas de outros países. Sobre ela, afirmou Haroldo de Campos: “Em seus versos há algo de fundamental, algo entre o belo e o verum, a verdade em beleza, um cuidado especial com a síntese, um encontro com  a poesia”.



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