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#leiamulheres: discutindo representação na literatura



2015-04-16

Ano passado a escritora Joanna Walsh propôs que lêssemos mais autoras e criou a hashtag #readwoman2014 (ou, #leiamulheres2014). Ter contato com diferentes vozes e perspectivas são alguns dos objetivos do projeto. No Brasil, 70% dos autores são homens. É o que nos mostra uma pesquisa organizada pela Universidade de Brasília em 2013. E dos livros analisados, 70% dos personagens principais são homens e as mulheres aparecem, na maioria das vezes, como uma personagem secundária, ou representando estereótipos sociais, como a dona de casa, por exemplo.

Outra pesquisa, feita pela editora Alpaca, concluiu que autoras são menos lidas do que autores. Ainda que o universo da pesquisa tenha um recorte, já podemos ter uma ideia clara de que a participação das mulheres na literatura tem menos evidência e, talvez, até menos apelo para os leitores.

Diante desse contexto, a ideia da Joana Walsh não deve se restringir apenas a uma hashtag ou a um ano com as mulheres em foco. E daí surgiu a ideia de criar um clube de leitura #leiamulheres. A Juliana Gomes (colunista da Pessoa) idealizou o formato e a Livraria Blooks (tanto de São Paulo, como no Rio de Janeiro) abriga os encontros.

Os clubes acontecem mensalmente e a escolha dos livros é bem ampla. Procuramos abranger diversas épocas e países de origem das autoras. Os encontros presenciais proporcionam a troca de ideias e de experiências que enriquecem a leitura e podem mudar perspectivas em relação a diversos assuntos, explica a idealizadora. Em São Paulo, o clube é mediado por esta que vos escreve e pela Michelle Henriques. O próximo encontro acontece dia 22 de abril (quarta-feira), sobre Reze pelas mulheres roubadas, da mexicana Jennifer Clement.

No Rio de Janeiro, o próximo encontro está marcado para o dia 20 de maio, em torno do livro Luzes de emergência se acenderão automaticamente, da gaúcha Luisa Geisler e as mediadoras são Denise Mercedes, Luara França e Marina Burdman. Para mais informações sobre os encontros, visite a página do #leiamulheres no Facebook e o site da Livraria Blooks.  

Mediadoras
São Paulo:
Michelle Henriques tem 28 anos e  é formada em Letras. Louca dos gatos e dos livros, é uma das organizadoras do Projeto Bastardas.

Rio de Janeiro:
Denise Mercedes é cientista política, apaixonada por literatura latino-americana. Mantém um blog e um canal no Youtube onde fala de suas leituras, o Cem anos de Literatura.

Luara França é formada em História e trabalha no mercado editorial desde 2012. Sempre gostou muito de ler e viu seu hobby sendo transformado em profissão depois do mestrado. Seus gêneros preferidos são ficção científica e literária, mas lê de tudo um pouco. Mantém um blog chamado ao rés do chão.

Marina Burdman é formada em Jornalismo e faz mestrado em Letras. Gosta muito de ficção literária, principalmente brasileira, mas também tem interesse por não-ficção e lê de tudo um pouquinho.



Revista Pessoa
 



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