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Colóquio discute as outras margens da língua portuguesa



2015-03-10

A Fundação Calouste Gulbenkian de Paris é desde ontem palco de um colóquio internacional intitulado Autres marges - La vitalité des espaces de langue portugaise (Outras margens - A vitalidade dos espaços de língua portuguesa).

O colóquio integra o programa do cinquentenário da fundação, em Paris, e reúne investigadores de Portugal, Brasil, Moçambique, Cabo Verde e França, com mesas redondas sobre a língua, a literatura, a história e a arte nos espaços de língua portuguesa.

O objetivo é pensar como o mundo lusófono pode ser um espaço de abertura e de exemplo de trocas culturais, segundo um dos membros do comitê do colóquio, José Manuel Esteves, titular da cátedra Lindley Cintra na Universidade Paris Ouest-Nanterre.

As apresentações são de Clarinda de Azevedo Maia, da Universidade de Coimbra, Diana Luz Pessoa de Barros, da Universidade de São Paulo, Sarita Monjane Henriksen, da Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique, Ana Luísa Amaral, docente da Universidade do Porto, Agripina Carriço Vieira, da Universidade de Lisboa, Sérgio Paulo Rouanet, da Academia Brasileira de Letras, e Antonio Dimas, da Universidade de São Paulo, Miguel Vale de Almeida do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, Francisco Noa, da Universidade Eduardo Mondlane, de Maputo, Paulo Pinto, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, e Laura de Mello e Souza, da Université de la Sorbonne-Paris IV, dentre outros.

Com temas instigantes como o português do Brasil na tradição gramatical portuguesa,  a construção discursiva do Português como língua nacional no Brasil, unidade na diversidade nos espaços de língua portuguesa, Que língua fala a poesia?, e o memorialismo brasileiro, como espaço narrativo de criação, o colóquio é mais um importante espaço para pensar a lusofonia.

Em outros motes de debate estão a diáspora, as interações culturais e identitárias na literatura moçambicana contemporânea, a presença portuguesa no Sudeste Asiático e a questão da fronteira em obras de Sérgio Buarque de Holanda, o nomadismo dos artistas, os fantasmas da história do cinema português contemporâneo, o sentido da arte como projeto educativo em Cabo Verde e os efeitos da História trágico-marítima sobre três artistas contemporâneos.

O colóquio termina hoje, mas a fundação prossegue com diversas ações durante o mês de março, confira aqui: http://www.gulbenkian-paris.org/les_rencontres_de_la_lusophonie_1



Revista Pessoa
 



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