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Angústia



2015-11-03

Ao contrário de Rachel de Queiroz e José Lins do Rego, que se contentaram em ser narradores de eficácia exemplar, Graciliano Ramos elaborou alguns difíceis teoremas narrativos. O mais complicado foi Angústia (1936), em que a gestação de um crime passional é revista pelo assassino. Luís da Silva, funcionário público cheio de mal-estar a respeito de si e do mundo que o rodeia, é o próprio “homem do subsolo” dostoievskiano.

Os elementos do relato são introduzidos com rara mestria. Às notas sobre o momento presente em Maceió, Silva intercala lembranças de um mundo rural em decadência, o de sua infância. Paralelamente...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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